No segundo semestre de 2006 meu pai me apresentou o texto A Sociedade do Espetáculo. Não posso ser mais grato à ele, pois permitiu-me conhecer o pensamento de Guy Debord, um intelectual francês que provavelmente deve ter sido um grandessíssimo chato, mas que também falou as verdades mais cruas que puderam ser ditas sobre nossa sociedade dos séculos XX/XXI.
Infelizmente não é tarefa fácil digerir as teses de Debord, mas o prazer da compreensão do pensamento – totalmente atual – do filósofo é compensador.
Debord inicia seu clássico texto com uma frase demolidora de Feuerbach, e não posso deixar de reproduzi-la aqui:
E sem dúvida o nosso tempo… prefere a imagem à coisa, a cópia ao original, a representação à realidade, a aparência ao ser… O que é sagrado para ele, não é senão a ilusão, mas o que é profano é a verdade. Melhor, o sagrado cresce a seus olhos à medida que decresce a verdade e que a ilusão aumenta, de modo que para ele o cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagrado.
Dá prá ser mais atual do que isso?!
Em tempo: A primeira edição de La Societe du Spetacle foi lançada em 1968.
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