Assisti hoje um documentário no Discovery Channel muito, mas muito bacana sobre o projeto Apollo, da NASA. A série, que originalmente chama-se When We Left Earth, Está passando aqui no Brasil toda segunda feira, às 21hs. Sempre tive a imensa curiosidade de saber como aquele acontecimento foi percebido pelas pessoas na época. As cenas são lindissimas (pelo que eu entendi ele é transmitido em alta qualidade, pra que tem a tal HDTV). Muita gente coloca em questão a qualidade das informações do canal Discovery (me lembro do Carl Sagan criticando-o no genial “O Mundo Assombrado pelos Demônios”), mas alguns dos seus programas fazem mais pela ciência, estimulando o conhecimento científico nos jovens, do que anos e mais anos de programação dos canais abertos da TV brasileira.
Falando em canal aberto, por curiosidade – ou talvez para me irritar propositalmente – mudei de canal para ver o que a emissora líder de audiência mostrava naquele momento. Uma mulher chorosa (Lilian Cabral) lamentava-se de seu marido, enquanto o mesmo a ofendia desafiando-a a abandonar o casamento.
Será que um dia o povo não acaba com esse narcisimo xulo de se assistir every fucking night na novela das oito?
Então eu mudei de canal de novo e me deparei com um programa na MTV chamado MTV Debate (não precisaria, mas sinto necessidade de justificar a quem quer que leia este blog que raramente assisto este canal). Mediado pelo Lobão, o “debate” de hoje tratou de questionar se o grafite e pixação são parte da cidade (arte urbana) ou apenas poluição visual; um assunto que andou me interessando nos ultimos meses. Uma pena é o fato de o Lobão não deixar ninguém falar, e mesmo que deixasse, a qualidade dos entrevistados é vergonhosa. A publicitária, coitada, descambou a falar mal de publicidade das casas Bahia (quem disse que propaganda pra vender produto é arte? Esse pessoal tem uma idéia prá lá de deturpada sobre arte). Irritou-me a superficialidade com que a questão da arte urbana foi banalmente discutida.
Termino com essa peça publicitária genial que revi no domingo retrasado numa livraria. Tapa na cara, não é mesmo?

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